Publicado por: bella em: 03/05/2010
Mais uma vez na semana ela estava chegando tarde em casa. Sua irmã havia te ligado pela quarta vez no dia para pedir-lhe mais uma vez que comprasse pão e coca no mercadinho perto de casa. Ela estava nervosa e assustada alguns assassinatos tinham sido cometidos no seu bairro. Algumas mulheres haviam sido esfaqueadas. Mas, a polícia não entrava em detalhes.
Eram por volta das 21h45min, ela entrou no mercado e notou que mais uma vez o mesmo homem estava lá. Era aproximadamente a quinta vez que eles se cruzavam no mercado. Ela notou um ar mais sombrio do que o normal nele. Seus óculos na ponta do nariz e o seu suposto jeito metódico. Ele sempre ia ao mercado no mesmo horário e tentava sair no mesmo horário. Ele tinha um ar de psicopata, tipo,curinga meio batman , mas isso era uma coisa que ela sempre pensava e achava graça.

Algo estranho aconteceu nesse dia ela foi para fila do pão e ele estava lá, ela foi para fila dos frios e ele novamente estava lá, ela achou estranho o mercado era pequeno mas, não a ponto de duas pessoas sempre se encontrarem. Depois ela foi em direção a geladeira, não havia sinal dele, então ela pensou que fosse realmente apenas conhecidencia mesmo, mas, quando ela se abaixou para pegar a coca e se apoiou na maçaneta da geladeira, ele tocou a mão dela de leve. Ela olhou para trás e viu os olhos dele. Sombrios, era a única palavra que poderia descrever aquilo. Eram olhos famintos, queriam alguma coisa. Ela levantou rápido e foi para fila, sem mais sinal dele.
Mas, é sempre assim quando nós achamos que mais nada vai da errado, tudo simplesmente piora. Ele estava na esquina da rua onde ela morava.
Ele estava amarrando os sapatos. Ela passou por lá o fitando e tentando achar alguma coisa que apontasse algum desequilíbrio. Ela virou a esquina e saiu em disparada. A luz se apagou do nada, ela se assustou, mas sabia que aquilo era constante na sua rua. A luz nunca ficava ligada direto, ela deixou as sacolas e a sua bolsa caírem no chão e não conseguiu pegar a chave do portão do prédio. Sentiu uma vontade de chorar por conta do medo que a consumia.
Ela agora estava ajoelhada procurando as chaves e pegando as compras que se encontravam espalhadas pelo chão. Ouviu passos na rua vindo em sua direção, ela tremeu. Se apressou, a luz novamente ligou quando olhou para frente viu a sua irmã.
Assustada, subiu correndo as escadas, largou as compras no chão da cozinha e foi para a varanda e ficou analisando a rua. Sua irmã ainda estava lá embaixo pegando algumas coisas que haviam ficado no caminho, ela foi ao banheiro lavar o rosto e quando voltou para varanda, viu sua irmã conversando com o sinistro cara do mercado que havia perseguido-lhe. Deu um nó na garganta, queria gritar para sua irmã subir, ela já sabia que todos os assassinatos que haviam acontecido nas proximidades de seu bairro haviam sido por ele, ela não sabe como mas, sabia que aqueles olhos escondiam alguma coisa.
Derrepente, sentiu um frio na espinha. Seu corpo se arrepiara, então voltou se novamente a janela e não havia mais ninguém. Virou-se e deu de cara com a sua irmã, que vinha sorrindo com algumas coisas que haviam sido esquecidas por ela no chão na hora do pânico. Ela estava de olhos arregalados e pálida, com uma voz rouca e muito baixa perguntou se a sua irmã conhecia aquele homem de aparência sinistra. Sua irmã disse que não havia visto nada além de um morcego que passa por ali para ir para grande arvore frutífera que tinha na casa do vizinho.
Ela não entendeu nada, gaguejou um pouco. O cansaço e a fome se diziam maior então ela desistiu de entender aquela noite sinistra e resolveu voltar para suas atividades normais mas, antes de dormi, rezou para que não visse mais aquela figura sinistra .
Fale agora ou cale-se para sempre...